Nas lojas que operamos, a gente vê um padrão que ninguém fala: cliente bem-intencionado, sem histórico de furto, acaba cometendo erro de pagamento no self-checkout. Não é desonestidade. É confusão mesmo. E confusão custa grana.
\n\nInstalamos uma loja em um condomínio de aproximadamente 280 unidades em Curitiba. Os primeiros dois meses foram sobre aprender onde as pessoas tropeçavam no fluxo de pagamento. A gente achava que seria furto organizado. Não era. Era gente comum que não entendia o app, clicava errado, escaneava dois produtos quando queria um, ou fingia que pagou.
\n\nO app confunde quem está com pressa
\n\nSelf-checkout não é instantâneo. Tem passos. O cliente abre o app, escaneia o produto pelo QR code ou pela câmera, vê o preço, confirma, vai para o próximo item. Simples para quem tem tempo. Caótico para quem saiu do escritório cinco minutos antes do almoço acabar.
\n\nQuando a pressa entra, a taxa de erro dispara. Escaneamos errado. Clicamos