Há três meses, instalamos uma loja em um condomínio de aproximadamente 140 unidades em Curitiba. Nos primeiros 15 dias, o faturamento era esperado: cerca de R$ 2.800 a R$ 3.200 por semana. Aí o síndico ligou reclamando que encontrou dois iogurtes derramados na gôndola, uma garrafa de suco amassada e um pacote de biscoito aberto na prateleira de bebidas. Parecia pouco. Não era.

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Pedimos acesso aos vídeos. O síndico estava certo. Mas o painel HRM mostrava algo diferente: o ticket médio daquela semana havia caído de R$ 22 para R$ 17. Pessoas entrando, vendo produto danificado e saindo sem comprar. Nem era furto. Era quebra.

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A diferença entre furto que você vê e quebra que você ignora

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Furto é óbvio. Cliente abre a porta, leva algo sem pagar, você vê pela câmera ou sensor de peso. Quebra é silenciosa. Um iogurte que vazou na transportadora. Um refrigerante que caiu durante reposição. Uma embalagem amassada que estava assim desde a fábrica. Você repõe o estoque, não tira foto, não documenta. O cliente entra, vê aquele produto com problema e compra outro. Ou sai sem comprar nada.

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Nas lojas que operamos, a quebra custa entre 8% e 15% do faturamento mensal. Furto documentado costuma ficar em torno de 2% a 4%. Ou seja, o que você não vê custa três vezes mais do que o que você consegue rastrear por câmera ou sensor.

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Por que a gôndola danificada mata ticket mais que furto

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Um cliente entra na loja autônoma com intenção de gastar R$ 25. Vê uma garrafa de suco amassada na hot zone (primeira prateleira onde você coloca bebidas de maior venda). A primeira coisa que pensa não é