Tem um padrão que vejo repetido em quase toda loja autônoma que operamos. O dono começa com preços baixos em produtos de movimento rápido. Café a R$ 4,50, água a R$ 2, biscoito a R$ 1,80. Parece estratégia de atração. E é. O problema é que depois fica difícil subir.
\n\nFiz essa conta em um condomínio de ~120 unidades em Curitiba. A loja tinha ticket médio de R$ 22, mas 65% das vendas vinham de itens abaixo de R$ 5. A margem bruta em café era 35%, em água 28%, em snack básico 32%. Só que esses produtos ocupam espaço, exigem reposição constante e geram movimento que você não consegue monetizar.
\n\nO roubo silencioso dos produtos de baixo valor
\n\nQuando você precifica água ou café muito barato, cria duas dinâmicas que destroem margem. Primeira: cliente pensa que tudo está barato. Compra água, compra refrigerante, compra salgado. Ticket sobe visualmente mas margem cai porque agora 75% do carrinho é item de baixa rentabilidade. Segunda: a loja começa a ter a percepção de