Instalamos uma loja autônoma em um prédio corporativo de ~200 pessoas em São Paulo. Tudo certo: app funcionando, sensores calibrados, mix de produtos ajustado. Nos primeiros dias, os números não fechavam. Vendas reais chegavam a 60% do que o app registrava como carrinhos criados. A pergunta óbvia veio rápido: para onde ia o dinheiro das pessoas que entravam, pegavam produto e desapareciam?
\n\nA gente puxou os logs. E viu o padrão. De cada 10 clientes que escaneavam o QR e abriam o app, 4 chegavam até a tela de pagamento. Desses 4, só 3 confirmavam a transação. Um cara entrava, pegava um café, abria o app, via o preço, e saía sem pagar. Ou tentava pagar e o app caia. Ou sentia que era estranho demais.
\n\nO que acontece entre o QR e o cartão
\n\nFiz o teste pessoalmente. Entrei na loja, liguei o Wifi, escaneei. O app abriu. Levou 3 segundos pra carregar. Nada de mais. Mas quando você não está acostumado com aquele fluxo específico, 3 segundos é um século. Você começa a pensar se realmente vai dar certo, se o pagamento vai processar, se vai ficar preso naquela tela.
\n\nO problema é que a maioria dos clientes nunca usou uma loja assim. No supermercado, há gente no caixa, há fila, há confiança visual. Aqui é tudo invisível. Você coloca o produto num carrinho (literalmente, em muitos casos) e confia que vai dar certo. A tela do app é a única coisa que te mantém conectado àquele contrato de compra. Se ela piscar, demora ou parece confusa, o cliente desconfia.
\n\nVi isso numa academia em Belo Horizonte. O app tinha dois botões na tela final: