Nas lojas que operamos em prédios corporativos de médio porte, o ticket médio é maior do que em condomínios residenciais. Mas não é por acaso. A gente viu isso ao comparar o faturamento de três pontos: um em um edifício de ~200 funcionários em São Paulo, um em academia de ~150 membros em Belo Horizonte, e um em condomínio de ~120 unidades no Rio. O comportamento de compra é completamente diferente, e a precificação que funciona em um mata o resultado no outro.
\n\nO problema começa quando o franqueado pensa em margem bruta isolada. Traz um chocolate premium por R$ 2,80 de custo, coloca a R$ 6,50, acha que fez um ótimo 56% de margem. Ao mesmo tempo vê que uma água custa R$ 0,35 no fornecedor e bota a R$ 2,00. Aí entra no app todas as noites checando SKU, esperando movimento. E a água vende cinco vezes mais do que o chocolate. O dinheiro está na água, não no produto caro.
\n\nPor que preço alto assusta cliente que compra sozinho
\n\nNa loja sem operador, o cliente está sozinho na hora da decisão. Não tem vendedor explicando por que aquele chocolate custa mais. Não tem promoção verbal. Não tem o