Nas lojas que operamos, a gente vê um padrão que ninguém fala. O cliente entra, olha para os lados, não vê operador, não vê caixa, não vê ninguém olhando. Aí a cabeça dele muda. Não é roubo planejado. É aquele impulso que o ego aproveita quando acha que ninguém está vendo.
\n\nA diferença entre uma loja com operador e uma sem operador não é só comodidade. É psicologia.
\n\nO que a câmera não consegue medir
\n\nVocê coloca câmera, sensor de peso, antena RFID. Tudo monitora. Mas há um gap entre o que você consegue provar de perda e o que realmente some. Em um condomínio de cerca de 120 unidades onde operamos, os números de furto declarado (o que os sensores pegam) eram 3% do movimento. Mas quando comparávamos o inventário real com o que o sistema contabilizava, a diferença era quase o dobro.
\n\nNem tudo que desaparece é roubo organizado. Às vezes é o cliente que entra sozinho, pega um café, um biscoito, coloca na bolsa, passa no QR sem declarar tudo. Rápido. Silencioso. Sem drama.
\n\nO sensor de peso pega quando alguém sai com mais do que entrou. A câmera pega movimento suspeito. Mas se o cliente entrou com 10 kg de bolsa e saiu com 12 kg, como você prova? Se ele declarou 80% da compra no app e o resto