A loja autônoma vende bem. Pix entra, cartão entra, produto sai. No fim do mês você abre o dashboard HRM e a conta não bate. O faturamento está ali, mas o caixa não responde. Isso não é culpa sua. É a operação.
Nas lojas que operamos, vimos isso em um condomínio de cerca de 120 unidades em uma cidade do interior de São Paulo. Ticket médio de R$ 22, frequência de compra semanal, ruptura quase nula. Parecia modelo perfeito. Até a gerente olhar a conciliação Pix e perceber que o saldo em conta estava R$ 800 abaixo do esperado no mês. Não era furto. Não era erro de leitura. Era fluxo parado nos lugares errados.
Por que seu faturamento não vira caixa
O problema não é ganhar. É quando você ganha. E quando você desembolsa.
Considere a reposição de estoque. Você compra 200 unidades de um refrigerante a R$ 2 cada. Desembolso de R$ 400 na quarta-feira. Essa mercadoria sai em três dias, gerando R$ 900 em receita (margem bruta de 55% na categoria). Ótimo. Mas e se a reposição chega na segunda-feira e o estoque demora sete dias pra virar? Seu dinheiro está preso em geladeira. Não em conta. Se você tem cinco categorias com esse padrão simultâneo, você carrega entre R$ 800 e R$ 1.200 de caixa imobilizado só em produto.
Agora some o mapa de horários. A maioria dos franqueados repõe entre 6 e 8 da manhã. Horário de baixa circulação. Você coloca produto na gôndola que será consumido à noite, entre 18h e 22h. Sete horas de espera. Se você tivesse reposição às 15h, a mercadoria teria circulação maior antes do fechamento. Menos dias para rodar, mais fluxo por semana. Poucos fazem isso porque