Vi isso semana passada em um prédio corporativo de ~200 unidades em São Paulo. Uma caixa de suco integral saiu da gôndola, caiu, vazou. O funcionário que repõe não estava lá. A gôndola ficou vazia por quase dois dias. Ninguém comprou suco naquele slot. No sábado seguinte, o cliente que tinha hábito de pegar suco toda sexta não encontrou. Presumiu que faltava. Não comprou nada. Perdemos a venda dele e de mais uns cinco clientes que passaram pela gôndola vazia e tiveram dúvida se a loja tava funcionando direito.
A gente costuma contar perda só pelo custo do produto que quebrou. Um suco de R$ 8 cai, vira prejuízo de R$ 8. Matemática simples. Mas isso é só a ponta do iceberg.
O custo invisível da quebra começa na gôndola vazia
Quando um produto cai e quebra, você perde três coisas ao mesmo tempo. A primeira é óbvia: o produto mesmo. Custa aquilo que pagou ao fornecedor. A segunda é a venda que aquele cliente deixou de fazer naquele dia. Se o ticket médio da loja é R$ 22 e 30% do público compra uma vez por semana, uma gôndola vazia por 24 horas significa umas cinco a sete transações zeradas. Não é só o suco. É o cliente que ia pegar suco e um biscoito. Ou suco e café. Você mata o combo.
A terceira coisa é mais lenta de enxergar e mais cara de verdade. Quando a gôndola fica vazia, o cliente descobre que o produto não está lá. E em uma loja sem operador, sem ninguém para dizer