Tem um suco que ninguém toca. Tem um biscoito que fica lá três semanas. Tem uma bebida energética que entrou errado no mix.

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A gente via essas coisas acontecendo nas lojas e pensava: tá, o produto não vende mesmo. Apaga do catálogo e pronto. Mas depois que comecei a olhar os dados do dashboard HRM com atenção, percebi que produto morto na gôndola não é só um produto que não vende. É um sintoma de outra coisa.

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Por que você não vê o custo real do produto parado

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Quando um produto fica semanas na prateleira, você tá pagando juros invisíveis. Capital de giro preso. Espaço que poderia gerar margem em outro SKU. E aqui tá o detalhe: você só enxerga o prejuízo quando bate a conciliação no fim do mês, se bater mesmo.

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Nas lojas que operamos, um produto que sai menos de cinco vezes por semana (em um local com ~100 unidades habitadas ou ~80-120 funcionários) consome espaço de ouro por uns 150 reais em capital imobilizado. Parece pouco? Quando você tem cinco produtos assim por loja, e opera oito, dez lojas, viram 6 mil, 7 mil reais em estoque que não gira.

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Vimos em um prédio corporativo em São Paulo que o dono da franquia tinha dois refrigerantes e um suco que juntos representavam quase 8% do custo fixo da loja. Meses sem sacar uma unidade sequer. O espaço existia, a temperatura tava certa, mas o cliente simplesmente não queria aquilo.

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Como o dashboard HRM mostra o que está morto antes de virar prejuízo

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O painel de operação da Be Honest cruza três números: quantidade vendida, dias desde a última reposição, e unidades em estoque. Quando um SKU tem cinco ou mais unidades paradas por mais de dez dias, o sistema marca. Simples assim.

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O erro que a maioria comete é ignorar o sinal.