A gente vê isso acontecer todo dia nas lojas que operamos. Cliente abre a porta do minimercado autônomo, dá uma olhada rápida, faz uma careta e sai. Às vezes leva menos de dois minutos. Não é preguiça. Não é falta de vontade de comprar. É que a experiência de autoatendimento, quando mal desenhada, cria atrito antes mesmo do cliente interagir com o app ou com a câmera.
\n\nO app aparece como obstáculo, não como ferramenta
\n\nNas lojas onde o cliente tem que abrir o app, criar conta, ou até escanear um QR code antes de pegar qualquer coisa, a taxa de saída vazia sobe. Não é por desconfiança com a franquia Be Honest. É que o cérebro humano calcula o trabalho necessário antes de calcular o benefício. Se a pessoa entrou só para pegar uma bebida e um salgado, e precisa fazer login num app, isso já mata a venda na cabeça dela.
\n\nA diferença aparece no painel HRM. Nas lojas onde o fluxo é reconhecer o rosto na câmera ou tirar a foto do rosto sem app, o ticket médio é ~8 a 15% mais alto. Parece pouco? Num ponto de ~200 transações por semana, isso é dinheiro que sai da sua margem.
\n\nLayout confunde mais que orienta
\n\nJá montamos lojas autônomas em condomínios e prédios corporativos de vários tamanhos. O que mais mata venda é quando o cliente não sabe por onde começar. Se as gôndolas estão muito perto da porta, o cliente bate o olho, vê ~15 SKUs aleatoriamente distribuídos, e pensa