Nas lojas que operamos, o maior prejuízo não vem do produto que some. Vem do produto que nunca chega a vender porque não está lá quando o cliente entra. Vi isso acontecer em um condomínio de cerca de 120 unidades em São Paulo onde a reposição acontecia duas vezes por semana. Resultado: de segunda a quarta, metade das prateleiras de bebidas geladas ficava vazia. O cliente passava, via o vazio, desistia. Volta para casa, para a geladeira, para o mercado tradicional. Perde uma venda hoje. Perde o hábito de compra amanhã.

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Por que a gôndola vazia mata mais que o custo da reposição

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Tem uma matemática simples aqui. Você repõe um produto por R$ 8 e vende por R$ 15. Margem de R$ 7. Se deixa a prateleira vazia por três dias, quantas unidades deixa de vender? Em uma loja mediana, num corredor com circulação constante, algo como 15 a 25 unidades de um produto de rotação alta sai em uma semana. Divide por sete dias: são 2 a 3 unidades por dia que você deixa de vender. Três dias vazios? Seis a nove unidades não vendidas. Quarenta e dois a sessenta e três reais de margem que viraram ar.

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Agora coloca na conta: o operador que sai para repor gasta tempo, combustível, às vezes vai de carro próprio. Quer dizer, você economiza R$ 30 em reposição mas perde R$ 60 em venda que não aconteceu. A lógica de