Nas lojas que operamos em prédios corporativos e condomínios, a quebra de produto é invisível. Ninguém rouba nada. O cliente paga. E ainda assim o caixa não fecha.
\n\nSemana passada fui revistar uma unidade em um condomínio de cerca de 100 unidades em Porto Alegre. Achei suco de laranja no chão, pote de iogurte amassado na prateleira, duas barras de chocolate com a embalagem rasgada por trás da gôndola. Conversas com franqueados sobre isso são sempre iguais: "Ah, quebra acontece." Verdade. Mas quanto custa acontecer?
\n\nO produto quebrado que você não vê vai embora da margem
\n\nQuebra não é furto e não é diferença. É desperdício puro. O cliente não pagou. O produto sumiu da gôndola. E você não tem como rastrear nem culpar ninguém porque ninguém fez nada errado, só a gravidade e o transporte.
\n\nConsidere uma loja autônoma em um prédio corporativo com movimento médio de ~40 a 60 clientes por dia. Seu ticket médio está em torno de R$ 22. Sua margem bruta, realista, entre 28% e 35%. Se você perde dois produtos por semana por quebra (e muitos perdem mais), está falando de algo entre R$ 88 e R$ 150 de faturamento perdido ao mês. Parece pouco?
\n\nMultiplique por 12 meses. Depois multiplique por cinco lojas, se você rodar essa quantidade. Não é mais pouco. É entre R$ 5 mil e R$ 9 mil de faturamento bruto que virou pó, literal ou metaforicamente.
\n\nOnde quebra mais e por que sua reposição mata a margem
\n\nProdutos caem quando a gôndola tá cheia demais. Quando você repõe errado, empilhando itens, eles rolam. Quando o cliente tira a Coca da terceira fileira e deixa a De cima desequilibrada. Quando a loja balança (elevatores, vibração do prédio).
\n\nBebidas e produtos de vidro? Maior culpado. Achocolatado, iogurte, suco. Depois vem barra de cereal, biscoito. Observamos que produtos em