Nas lojas que operamos em edifícios comerciais, a quebra de produtos é o ladrão silencioso. Não é furto. Não é concorrência. É uma garrafa de suco que cai na reposição, um pote de iogurte que vaza dentro da geladeira, uma embalagem amassada que ninguém compra. Parece pequeno. Multiplica rápido.
A gente viu isso em um prédio de ~200 funcionários em São Paulo. Margem bruta de 35%, ticket médio de R$ 22. A reposição acontecia duas vezes por semana. No final de três meses, a conciliação do estoque acusava 8% de perda por quebra. Não por roubo. Por quebra mesmo.
Por que a quebra mata mais que você percebe
Produto quebrado é receita zerada e custo de reposição duplicado. Se você compra um suco por R$ 3,50 e revende por R$ 7,00, a margem bruta é R$ 3,50. Quando quebra, você perde os R$ 3,50 de lucro E precisa recomprar outro para repor. Cada quebra custa R$ 7,00 real do seu bolso, não R$ 3,50.
Parece matemática básica. Mas a maioria dos franqueados não controla. Veem o saldo no final do mês, notam que