A gente operava uma loja autônoma em um prédio corporativo de ~200 pessoas em São Paulo quando começou a reclamação. Clientes entravam, pegavam o produto, escaneavam o QR code, e aí travava. A tela não carregava. Ou carregava só a metade do catálogo. Alguns desistiam ali mesmo, deixavam o item na prateleira e iam embora. A gente só descobriu o tamanho do problema quando o ticket médio caiu de R$ 22 para R$ 16 em duas semanas.
\n\nInterface confusa mata venda de forma silenciosa. O cliente não reclama no chat. Ele só sai da loja com o celular na mão, frustrado, e na próxima vez pensa duas vezes antes de voltar.
\n\nO app como barreira entre cliente e compra
\n\nNuma loja tradicional o cliente vê o produto, pega, paga, sai. São três ações, máximo quatro. Na loja autônoma o fluxo é diferente: abrir o app, encontrar o produto no catálogo, entender o preço, escanear o código, confirmar pagamento, sair. Se uma dessas etapas ficar lenta ou pouco clara, o cliente congela.
\n\nA gente viu isso acontecer especialmente entre 11h30 e 14h, quando o prédio corporativo esvazia pra almoçar. Cliente entra com pressa. Abre o app. A conexão tá lenta. A página de busca demora quatro segundos pra carregar. Ele fecha tudo e vai pra padaria do lado. Perdeu a venda.
\n\nErros de navegação que reduzem o ticket médio
\n\nAlguns erros são óbvios. Botão muito pequeno. Letras que não dão pra ler no brilho do sol. Mas tem outros bem mais sutis que a gente só pegou depois de acompanhar o painel HRM de perto.
\n\nExemplo concreto: em uma loja nossa em um condomínio residencial, a categoria de bebidas energéticas tava escondida dentro de