Abri a terceira loja autônoma em um prédio corporativo de 200 unidades em Curitiba. O painel HRM mostrava crescimento: ticket médio subindo, número de transações aumentando, taxa de furto abaixo de 2%. Números que faziam qualquer franqueado ficar feliz. Paguei a reposição, paguei o aluguel do espaço, paguei a manutenção do app. E no final do mês, o saldo na conta não batia com o que o sistema prometia.

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O que o painel mostra e o que ele esconde

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O dashboard de HRM é bom no que faz: registra transação. Captura o valor Pix, o valor cartão, conta a quantidade de clientes que passaram pela porta. Mas vende uma ilusão de precisão que não existe na prática.

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Vamos com um exemplo concreto. O painel reporta ticket médio de R$ 22. Parece saudável. Mas ele não está vendo o que você perde nos bastidores. Conciliação de Pix demora 3 dias, e nesse intervalo há clientes que efetivamente não tinham saldo e a transação foi devolvida (você recebe aviso, mas não cancela a saída de estoque na hora). Cartão tem taxa de chargeback embutida que o sistema não desconta do faturamento real. Produto que saiu no sensoriamento mas o cliente não finalizou a compra (aquele que pegou água, achou caro, e deixou na gôndola antes de escanear) está contado como