Nas lojas que operamos, tem um momento que ninguém quer conversa: é quando a gente senta pra reconciliar o que entrou no banco com o que o sistema diz que deveria ter entrado. Tem sempre uma diferença. Pequena, mas todo dia. E quando você multiplica por 30 dias, por cinco lojas, por doze meses? O número fica assustador.
\n\nA maioria dos franqueados que converso acredita que o problema é furto. Ou que o cliente não pagou mesmo. Mas quando a gente desce no detalhe, a realidade é muito mais chata: o vazamento tá acontecendo dentro do seu próprio sistema de pagamento, e você tá deixando dinheiro na mesa todo dia sem nem saber.
\n\nOnde o dinheiro some entre a venda e o banco
\n\nUm cliente entra na loja, pega um suco, um café, um biscoito. Ticket de R$ 22. Ele escaneia os produtos no app, faz o pagamento via Pix. Tudo parece certo. O app mostra que ele pagou. O estoque atualiza. Mas aí é que tá: o Pix precisa chegar no banco. E entre o momento em que o cliente toca confirmar e o dinheiro cair na sua conta, tem um tempo morto. Nesse tempo morto, coisas acontecem.
\n\nA transação pode ficar pendente. Pode ser cancelada sem aviso claro no app. O cliente pode ter instabilidade na conexão, o app pode crashear no meio do pagamento, ou a autenticação pode falhar. Na maioria dos casos, o sistema interno registra como