Instalamos uma loja autônoma em um condomínio de aproximadamente 120 unidades em Brasília. Ticket médio inicial era de R$ 22. Três meses depois, o painel HRM mostrava faturamento estável, margem dentro da meta. Tudo bem, segundo os números. Mas o franqueado reclamava que reabastecia a cada dois dias, quando a média da rede era três ou quatro dias.

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Pedi para ele desagregar os dados por categoria. E aí apareceu: bebida fria e snack salgado giravam a cada 36 horas. Café e chás, a cada dois semanas. Produto de higiene, a cada três. O painel reportava ruptura em menos de 5% dos itens, mas na prática, o que vendia de verdade era substituído constantemente enquanto o que não vendia ocupava espaço.

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Aí a conta fechou. Não era faturamento que faltava. Era eficiência de estoque. A loja tinha um giro baixo disfarçado de alta rotatividade.

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Por que o painel não vê a diferença entre vender rápido e ter estoque parado

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O HRM coleta transação. Transação é movimento de caixa, é faturamento. Mas não é tudo. Um SKU que vende R$ 800 por mês em 40 unidades (giro de duas semanas) não é a mesma coisa que um SKU que vende R$ 800 em 150 unidades (giro de dois meses). O faturamento é idêntico. O custo de oportunidade, não.

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Quando você tem espaço limitado (e toda loja autônoma tem), quanto mais lentamente um produto gira, mais caixa você amarra e menos espaço sobra pro que vende. Nas lojas que operamos, a gente vê isso claro: o estoque