Vi isso em um condomínio de ~140 unidades em Curitiba. A loja Be Honest no térreo tinha estoque adequado no painel HRM, mas as bebidas geladas desapareciam entre 17h e 19h. O franqueado reabastecia cedo, por volta das 10 da manhã. Resultado: entre 17h e 19h, quando saía gente do trabalho, a geladeira virava uma toca vazia. O painel mostrava que havia produto. A realidade era outra.
\n\nRuptura de estoque é óbvia. Cliente chega, não encontra o que quer, sai. Fim. Mas reposição no horário errado é insidioso. O cliente vê a gôndola vazia, desiste de entrar. Ou entra, não acha o produto de maior ticket, pega algo menor. O ticket médio cai sem ninguém perceber por quê.
\n\nPor que o horário de reposição define sua margem bruta
\n\nLoja autônoma não tem operador. Quem reabastece é o franqueado ou um ajudante. Dependendo do tamanho da operação (você roda 3, 5 ou 10 lojas), esse reabastecimento viaja de ponto em ponto em um calendário fixo. Segunda, quarta, sexta. Ou segunda, terça, quarta, quinta, sexta. Tudo depende da rota.
\n\nO problema: a rota é construída pensando em eficiência logística, não em padrão de consumo. Uma academia que funciona 6 da manhã até 22 da noite tem pico de movimento entre 18h e 20h. Mas o franqueado passa por lá às 10 da manhã. Oito horas de folga. Depois vem a seca. Bebida, snack proteico, barra de cereal. Tudo isso sai mais nos horários de movimento. E quando acaba, acaba mesmo.
\n\nVocê pensa: